A Polícia Federal (PF) investiga o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado Davi Alcolumbre, por suspeita de participação em um esquema de fraude em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá.

Durante monitoramento da investigação, agentes flagraram o empresário saindo de uma agência bancária com R$ 350 mil em dinheiro vivo e entrando em um carro registrado em nome de uma empresa pertencente a primos de Alcolumbre. O acompanhamento ocorreu após alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre saques elevados em espécie.

Segundo a PF, as retiradas de dinheiro ultrapassam R$ 3 milhões e ocorreram logo após pagamentos de contratos públicos, o que levanta suspeitas de lavagem de dinheiro. Os investigadores apontam que Chaves Pinto teria atuado como líder de um núcleo do esquema, usando sua posição política para exercer influência no DNIT local.

A investigação também identificou troca de mensagens entre o superintendente do DNIT e empresários antes da publicação de editais, indicando possível direcionamento de licitações. Os contratos investigados somam R$ 60,2 milhões, relacionados à manutenção de trechos da BR-156, principal rodovia do estado.

O empresário afirma que os saques foram utilizados para pagamento de funcionários e prestadores de serviço. Já Alcolumbre declarou não ter relação com as atividades empresariais de seu suplente.

O caso é parte da Operação Route156 e não é a primeira investigação envolvendo o empresário: em 2022, a PF já havia apreendido cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo em sua empresa durante outra apuração sobre possíveis fraudes e superfaturamento em obras rodoviárias.

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Source: O GLOBO Por Patrik Camporez