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O senador Wellington Fagundes criticou as declarações do governador Mauro Mendes sobre os impactos fiscais do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), acusando-o de “pregar terrorismo” ao sugerir risco de colapso financeiro no Estado. Fagundes defende que o crescimento econômico de Mato Grosso permitirá aumentar a arrecadação e viabilizar o pagamento da dívida com os servidores, estimada em cerca de 20%.
O governador, por sua vez, alertou que a quitação integral do passivo pode comprometer as contas públicas, citando como exemplo a crise fiscal enfrentada na gestão de Pedro Taques. A divergência ocorre após Fagundes afirmar que pretende quitar a dívida caso seja eleito governador em 2026.
O debate também repercute na Assembleia Legislativa, onde a deputada Janaina Riva criticou a postura do governo e classificou como “má vontade” a falta de avanço nas negociações com os servidores. Ela apresentou uma proposta para reconhecer oficialmente a dívida acumulada entre 2017 e 2022.
Estudos apontam que, em vários anos, não houve reposição inflacionária ou os reajustes ficaram abaixo do índice oficial, reforçando a pressão para que o Estado negocie o pagamento do passivo com o funcionalismo público.

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