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As campanhas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aceitaram todas as exigências propostas pelos dois lados e vão derrubar os sigilos telefônico e bancário dos postulantes ao Planalto e de aliados.
Agora, a decisão de quebrar os sigilos só depende do relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro André Mendonça.
Petição assinada pela equipe de Flávio e Lula, à qual o Metrópoles teve acesso, garante que a abertura de sigilos “será imediata, total, nas condições aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos”. Segundo o documento, os dados relativos às autorizações “serão abertos e divulgados hoje”, no dia 22 de outubro.
A campanha de Lula já entregou ao TSE a autorização para derrubar os sigilos. A de Flávio confirmou que também vai liberar até as 23h59 desta quinta-feira.
Na petição, os dois candidatos pedem que Mendonça determine, ainda nesta quinta-feira, “a requisição dos dados ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e a sua divulgação simultânea no DivulgaCand Contas ou em outro sítio eletrônico de acesso público”.
O presidente do PT e coordenador de campanha, Edinho da Silva, afirma que agora a responsabilidade sobre a derrubada dos sigilos está “com o Poder Judiciário e o Ministério Público”. “Nós estamos autorizando, eles também autorizaram. Agora, cabe agilidade ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para que o povo brasileiro saiba quem é quem”, afirmou.
Os sigilos que Lula e Flávio autorizaram
Lula autorizou o “levantamento imediato dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua pessoa física, dos familiares indicados na petição inicial, cujas procurações já constam dos autos, e da L.IL.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda; bem como todos os demais requisitos lançados por Flávio Bolsonaro”.
Flávio autorizou “o levantamento dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua pessoa física, dos familiares indicados na petição inicial e das pessoas jurídicas de que é sócio ou administrador, bem como de todas as mensagens que trocou com Daniel Vorcaro. A autorização alcança todas as contas, no Brasil e no exterior, em que figure ou tenha figurado como titular, procurador, responsável financeiro ou usuário master, inclusive a da Alcazar Holdings no Santander”.
Embate
Segundo os coordenadores da campanha de Lula, houve resistência do lado adversário em incluir na quebra de sigilo dados sobre a empresa Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O advogado é investigado pela Polícia Federal no caso das fraudes e descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Após discussão, a campanha do senador acatou o pedido.
“Eles discordaram em relação a essa empresa, que é uma empresa ligada ao Willer Tomaz, que é uma empresa colocada sob suspeita, não por nós, pelas autoridades que fiscalizam a movimentação financeira no Brasil”, explicou Edinho. “Eles acataram depois de nós não cedermos e colocamos como condicionante que eles aceitassem”.
O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), escalado pela campanha de Flávio para analisar documentos, garantiu que o presidenciável do PL entregará todas as autorizações dentro do prazo acordado.


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